domingo, 25 de novembro de 2018

Cartilha do novo ministro da Educação é "delirante", diz Antonio Prata



O escritor e roteirista Antonio Prata divulgou na Folha de S. Paulo deste domingo (25) um artigo avaliando que a cartilha de Ricardo Vélez Rodriguez, o ministro da Educação de Jair Bolsonaro, não "é só reacionária, é delirante".
 
"(...) a função do MEC no governo Bolsonaro não será ensinar a ler, a escrever, a fazer contas, a compreender a origem da vida, das ideias e das instituições, mas lutar pelo desmonte de um inexistente complô esquerdista cujo objetivo é destruir a família, a pátria, Deus. Fico na dúvida se eles realmente acreditam nesse complô ou se é só uma desculpa pra empurrar goela abaixo das crianças a cartilha do pensamento único da extrema direita cristã."
 
"(...) a extrema direita cristã também parece crer que o desejo é inculcado nos jovens pelas aulas de educação sexual: se não falarmos sobre sexo, todos permanecerão virgens até o casamento —heterossexual, claro"
 
Basta ler “Um roteiro para o MEC” [veja mais abaixo] para "compreendermos que o principal objetivo do MEC no novo governo será justamente a doutrinação. Política. Religiosa. Cultural. Minha esperança está na solidez de nossas instituições: no sólido descalabro da educação pública, que mal é capaz de alfabetizar os alunos, que dirá doutrinar uma geração."
 

fonte: jornalggn.com

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Profissionais da Educação fazem paralisação em Campos, no RJ

Categoria pede reposição das perdas salariais desde 2015, redução da carga horária dos auxiliares de turma de 40 para 30 horas, e revisão do plano de cargos e salários.

Profissionais se reuniram em um ato na Praça do Santíssimo Salvador — Foto: Divulgação/Sepe

Profissionais da Educação em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, iniciaram nesta quarta-feira (24) uma paralisação de 24 horas. A rede municipal tem 239 escolas, sendo 80 creches. Ao todo, são 55 mil alunos.

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), a média de adesão ao movimento é de 60% das unidades municipais. A previsão é que mais escolas sejam afetadas no período da tarde.

Entre as reivindicações da categoria, estão a reposição das perdas salarias desde 2015, a redução da carga horária dos auxiliares de turma de 40 para 30 horas, e a revisão do plano de cargos e salários.

Ainda de acordo com o Sepe, as unidades escolares foram orientadas a avisar aos pais sobre a paralisação.

Os profissionais se reuniram em um ato na Praça do Santíssimo Salvador, no Centro.

Em nota, a Prefeitura de Campos informou que apenas 10% das creches aderiram ao movimento e que várias questão que estão sendo reivindicadas pela categoria já são estudadas pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece).


Leia a nota da Prefeitura na íntegra


"A secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece), informou que a adesão das creches não chegou a 10% e que praticamente nenhuma escola aderiu ao movimento. Mesmo tratando-se de um ato vinculado a uma pauta nacional, a Smece ressalta que foi realizada uma série de ações em prol dos professores da rede municipal: o concurso de remoção, que não acontecia desde 2013; capacitações em todos os horários, incluindo o noturno, atendendo a uma demanda da categoria; implementou a lei que garante o cumprimento de 1/3 da carga horária do professor para atividades de planejamento; flexibilizou o horário de planejamento; deu aos professores a possibilidade de participar da escolha do livro didático que será utilizado por eles em sala de aula, o que não ocorria há oito anos para quem atua do 1º ao 3º ano; criou um novo sistema de avaliação, acabando com a política de aprovação automática, o que deu mais autonomia ao professor; deu regência aos professores de sala de recursos; criou a comissão para revisão do plano de cargos e salários; liberou os profissionais para licença-prêmio; realizou uma série de ações voltadas para a saúde do professor, como oficinas de saúde vocal, circuito de saúde, palestras e atividades com os estudantes combatendo a violência nas escolas e frisando o papel do professor

Várias questões, que estão na pauta, já estão sendo estudadas pela Smece, como a que envolve os pedagogos: uma comissão foi formada por profissionais da área, que vem se reunindo para analisar as questões específicas da categoria. Em relação a alterações na carga horária, o município segue a legislação, conforme previsto no edital do concurso. Situações pontuais estão sendo analisadas. A secretaria segue aberta ao diálogo. A respeito da eleição para diretores, de acordo com o secretário de Educação, Brand Arenari, o documento será encaminhado para ser votado na Câmara Municipal após as eleições gerais. Sobre reajustes, não há previsão no momento, para evitar que o município exceda o limite permitido com a folha de pagamento dos servidores, conforme prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Infraestrutura - A secretaria de Educação vem realizando melhorias nas unidades de ensino e a 12ª obra melhoria nas unidades de ensino no governo foi entregue na última semana: a escola municipal José Giró Faísca, em Travessão. A previsão do departamento de Infraestrutura é que, pelo menos, outras cinco unidades sejam entregues ainda este ano."


fonte: g1.globo.com

XX Consind começa no dia 22 de novembro

Começa na próxima quinta-feira (22) o XX Conselho Sindical (Consind) da Contee, que será realizado, em Brasília, até o dia 24 de novembro. Na programação estão incluídos debates sobre a conjuntura nacional e internacional, as modificações estruturais do movimento sindical, a arrecadação sindical e a reestruturação sindical, a proposta de sustentação financeira da Contee e a organização do Congresso Extraordinário da Confederação (Conatee), previsto para março de 2019.
Por sua data, cerca de um mês após o segundo turno das eleições, o Consind será essencial para a avaliação do cenário político, econômico e social pós-vitória de Jair Bolsonaro e seu projeto de viés fascista, bem como para a definição de uma ampla resistência frente aos ataques políticos e sociais que estão por vir — além dos já enfrentados ao longo dos últimos dois anos, desferidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer.
fonte: contee.org

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Bolsonaro e Paulo Guedes preparam ataque aos servidores públicos

A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), pretende ser linha-dura nas negociações de reajuste dos salários dos servidores públicos. A estratégia é conseguir não só o adiamento do reajuste dos servidores de 2019 para 2020, como também restringir aumentos nos anos seguintes do mandato, segundo apuraram o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado).
A intenção é conceder “nada além” do que a legislação obriga. A folha de pessoal é a segunda maior despesa do Orçamento, depois dos benefícios previdenciários, e o item dos gastos obrigatórios onde há margem de manobra para cortes.
O governo de transição articula nos bastidores a aprovação da medida provisória (MP) que adia o reajuste, encaminhada em setembro pelo governo Michel Temer. A aprovação é um dos itens prioritários na agenda de interesse do novo governo com o Congresso. Um integrante da equipe de transição de Bolsonaro informou que os salários de categorias mais elevadas são altos e há espaço para a contenção de gastos nessa rubrica orçamentária.
A prioridade zero da equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é “cortar, cortar, cortar” as despesas, disse a fonte. Para acelerar o ajuste, o time da transição avança na elaboração de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com instrumentos para desamarrar o Orçamento das diversas vinculações. O governo só pode dispor livremente de 7,1% das despesas previstas no Orçamento de 2019, o primeiro do próximo presidente.
A equipe de Bolsonaro também conta como aliados os gatilhos que podem ser acionados em caso de descumprimento do teto de gastos. A emenda constitucional que criou o limitador de despesas prevê uma série de ações a serem adotadas, como a proibição de reajuste salarial, criação de cargos e concessão de novas renúncias. O risco de estouro do teto não é visto como algo tão grave num contexto em que as medidas forem sendo adotadas. O importante, na visão da equipe, é o efeito “econômico” da política que for adotada.

Reforma da Previdência pode inserir alíquota previdenciária de 22% para o serviço público

O funcionalismo público federal não ficou de fora da Reforma da Previdência proposta pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga junto com o economista Paulo Tafner e estudada pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Pelo projeto, a contribuição previdenciária dos servidores poderá chegar a 22%. Atualmente, a alíquota aplicada sobre os salários das categorias é de 11%. Se o texto passar no Congresso, provocará efeito cascata nos estados e municípios.
A proposta diz que a alíquota previdenciária básica dos servidores poderá aumentar se houver necessidade “para a garantia do equilíbrio atuarial”. Além disso, autoriza a criação de uma suplementar. Isso desde que a taxa extraordinária somada à básica (de 11%) não ultrapasse 22% sobre a totalidade dos vencimentos dos funcionários ativos, aposentados e pensionistas.
Tafner disse que a cobrança de contribuição suplementar deve ser cogitada para garantir pagamentos dos benefícios previdenciários. Questionado se não seria “onerar” demais o funcionalismo, ele respondeu: “Do contrário, vai onerar demais a sociedade. Nos casos em que há déficit, é compartilhar o custo do sistema entre o servidor e a sociedade. É como no fundo de pensão, quando desequilibra cria-se uma suplementar”.
O economista acrescentou que a proposta prevê também a redução de alíquota de contribuição básica. Segundo Tafner, isso seria possível em casos de equilíbrio previdenciário nos municípios, por exemplo. “É um projeto que visa a dar sustentabilidade (ao sistema de previdência) não só dos servidores, mas de todos, incluindo Forças Armadas”, ressaltou.

Categorias prometem reagir

O governo Temer já fez em 2017 a tentativa de elevar a contribuição previdenciária dos servidores, mas houve reação. Ações foram propostas no Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Ricardo Lewandowski vetou os efeitos da medida provisória.
Agora, as categorias também não pretendem dar trégua. “Nós atuamos com força para barrar a PEC 287/2016, pois trazia imensos prejuízos para todos os trabalhadores. E o modelo que o governo eleito quer implementar é ainda pior. Nunca nos furtamos ao diálogo, mas se a opção for, de novo, encaminhar projeto de maneira unilateral, vamos trabalhar para impedir a aprovação”, declarou o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques.
fonte: ctbrj.org

Vida Maria, um curta-metragem que todos os alunos devem assistir



“Vida Maria” é um curta-metragem em 3D, lançado no ano de 2006, produzido pelo animador gráfico Márcio Ramos.
O filme nos mostra a história da rotina da personagem “Maria José”, uma menina de cinco anos de idade que se diverte aprendendo a escrever o nome, mas que é obrigada pela mãe a abandonar os estudos e começar a cuidar dos afazeres domésticos e trabalhar na roça. Enquanto trabalha ela cresce, casa e tem filhos e depois envelhece e o ciclo continua a se reproduzir nas outras Marias suas filhas, netas e bisnetas.
São apresentadas no filme imagens que mostram uma semelhança muito grande com a realidade, traços bem parecidos com o real onde vemos crianças que tem sua infância interrompida, muitas vezes para ajudar a família a sobreviver, infância essa resumida a poucos recursos e a más condições de vida.
Maria Jose aprendendo a escrever
A Maria do filme mostra satisfação em apenas escrever seu primeiro nome, o momento em que sua mãe lhe chama a atenção dizendo: “Não perca tempo “desenhando” seu nome!”, é tirado o seu futuro de ser uma pessoa diferente de sua mãe, que não tem uma visão do futuro, querendo dar à filha a mesma criação que teve num processo de reprodução sem mudanças de suas perspectivas por comodismo.
O filme retratou como o indivíduo em formação internaliza os eventos e as experiências vividas na infância e como são determinantes para formação daquela pessoa na vida adulta. No filme a menina Maria foi arrancada do seu mundo lúdico, quando sua mãe a repreende por estar escrevendo, ela corta da vida da filha os sonhos, os objetivos de uma vida melhor.
A mãe da personagem vive aquela vida sem perspectiva por que foi isto que aprendeu e da mesma forma ensina a filha Maria e esta reproduz para seus filhos, que também foram estimulados a deixar de sonhar e de brincar. A ausência da educação nas gerações mostra como na infância é importante o lúdico e a escola.
Assista aqui Vida Maria
O curta: Vida Maria 
Sinopse: Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada.
“VIDA MARIA” é um projeto premiado no “3º Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo”, realizado pelo Governo do Estado do Ceará.
Ficha técnica
Gênero: Animação
Direção: Márcio Ramos
Ano: 2006
Duração: 9 min
Formato: 35mm
País: Ceará/ Brasil
Cor: Colorido
Produção: Joelma Ramos, Márcio Ramos
Co-produção: Trio Filmes, VIACG
Roteiro e edição: Márcio Ramos
Direção de Arte, edição de som e computração gráfica: Márcio Ramos
Edição de som: Márcio Ramos
Computação grafica: Márcio Ramos
Produção Executiva: Isabela Veras (Trio Filmes)
Finalização: Link Digital
Apoio: Colorgraf, Silicontech do Brasil, Softimage Cat
Mixagem: Érico Paiva Sapão
Música: Hérlon Robson
Storyboard: Michelângelo Almeida, Roberto Fernandez
Contador: Silvério Neto
Transcrição ótica: Rob Filmes
Tradução: Laura Lee
Efeitos Sonoros: Danilo Carvalho
Site: www.viacg.com
Vozes: Márcio Ramos
Revelação e cópias: Labo Cine
Vida Maria – um curta-metragem
fonte: oincrivelze.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sustentabilidade, Meio Ambiente Brasil e quatro países abrigam 70% do que resta de natureza intocada

por Deutsche Welle — publicado 03/11/2018

Estudo aponta que ainda há áreas livres dos impactos humanos em apenas um quarto da Terra, grande parte delas concentradas em cinco países

Mais de 70% da das últimas áreas de natureza selvagem intocadas do planeta estão localizadas em apenas cinco países, entre eles o Brasil, afirmaram cientistas nesta quarta-feira 31, chamando atenção para a insuficiente resposta de algumas dessas nações às mudanças climáticas.

Além do Brasil, Austrália, Canadá, Rússia e Estados Unidos compõem o grupo de cinco países, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland e da Wildlife Conservation Society (WCS), publicado na revista Nature. A pesquisa exclui áreas intocadas na Antártida e em alto mar que não estejam dentro de fronteiras nacionais.

No total, ainda há natureza selvagem intocada – áreas terrestres e marítimas praticamente não afetadas pela expansão da humanidade – em apenas um quarto do planeta. Elas são refúgio vital para milhares de espécies ameaçadas pelo desmatamento e pela pesca excessiva e fornecem alguns dos mais eficientes mecanismos de defesa contra eventos climáticos devastadores provocados pelas mudanças climáticas.

"Pela primeira vez, mapeamos áreas de natureza selvagem terrestres e marinhas e mostramos que não resta muito", afirmou James Watson, professor de ciência da conservação na Universidade de Queensland e principal autor do estudo.

"Um punhado de países abriga muito dessa terra intocada e eles têm uma grande responsabilidade de manter o que resta de natureza selvagem", alertou.

Os pesquisadores analisaram oito indicadores do impacto humano sobre a natureza, incluindo ambientes urbanos, terras agrícolas e projetos de infraestrutura. Em relação aos oceanos, eles usaram dados sobre pesca, transporte industrial e derrame de fertilizantes para determinar que apenas 13% dos mares do planeta têm poucas ou nenhuma marca da atividade humana.

Donald Trump – presidente dos Estados Unidos, um dos cinco países do seleto grupo – anunciou que seu país vai deixar o Acordo de Paris sobre o clima, assinado por quase 200 países e cujo objetivo é conter o aquecimento global.

Tal passo também foi sinalizado pelo recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cujas posições em relação ao meio ambiente vêm repercutindo no cenário nacional e internacional e preocupando ambientalistas.

Leia também:
As ameaças de Bolsonaro ao papel central do Brasil no meio ambiente
Comunidades internacional adverte para a ameaça bolsonarista

O capitão reformado do Exército também cogita uma fusão entre os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura e, dois dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, ele afirmou que pretende acabar com o "ativismo ambiental xiita" e também com a "indústria de demarcação de terras indígenas". Na ocasião, Bolsonaro falou em dar "retaguarda jurídica" aos produtores rurais, para que se defendam de invasões de terras.

Na Rússia, vastas áreas de floresta de taiga e permafrost contêm trilhões de árvores que absorvem gás carbônico da atmosfera, atenuando os impactos das emissões de gases do efeito estufa. O governo russo, no entanto, tem sido vago quanto a seus compromissos em relação ao meio ambiente e o presidente  Vladimir Putin sugeriu no ano passado que as mudanças climáticas não são causadas pelo ser humano.

O mapeamento das áreas de natureza selvagem faz "soar os alarmes" da comunidade internacional, diz Watson. Devido ao consumo de combustíveis fósseis, madeira e carne, assim como à explosão populacional, somente 23% da Terra estão livres dos impactos da agricultura e da indústria, ressalta.

Há um século, as áreas intocadas correspondiam a 83% do planeta. Entre 1993 e 2009, uma área de natureza selvagem do tamanho da Índia foi perdida devido à ocupação humana, à agricultura e à mineração.

Os pesquisadores pediram mais leis para proteger áreas intocadas e incentivar a conservação ambiental. "É preciso que as nações legislem e não deixem a indústria entrar [nessas áreas]. A natureza precisa de uma pausa", afirmou Watson. "Acho que o mundo gostaria que esses [cinco] países dissessem que vão cuidar desses lugares."

O novo estudo foi divulgado na mesma semana em que o WWF alertou que as populações de animais do planeta diminuíram 60% desde 1970, devido sobretudo à ação humana. Watson e seus colegas da Universidade de Queensland e da WCS afirmam que as áreas de natureza selvagem da Terra estão passando pela "mesma crise de extinção que as espécies".

CARTA CAPITAL

LINK:
https://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/brasil-e-quatro-paises-abrigam-70-do-que-resta-de-natureza-intocada